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TRANSMISSOR TELEGRÁFICO SEM FIOS - ELETROMAGNÉTICO -
ONDAS CURTAS E VIA LUZ

Patente de ROBERTO LANDELL DE MOURA

G7.wav - On Line Ouça o Padre Landell enviando uma mensagem telegráfica







 

FUNCIONAMENTO DO CIRCUITO TRANSMISSOR


Alguns detalhes dos componentes:

Tubo de Crookes:

Os fenômenos a que se deu o nome de radiações catódicas
observam-se na passagem da descarga elétrica dentro de um tubo onde o ar ou um gás se encontra em estado de rarefação extrema. Os tubos assim preparados, onde a matéria radiante atinge rarefação inferior a um centésimo de milímetro de Hg, chamam-se Tubos de Crookes.Dessa maneira as Oscilações Contínuas  produzidas no circuito primario do Oscilador (D) são transferidas ao secundário da bobina de Rhumkorff produzindo descargas elétricas que se convertem em geração de luz no Tubo de Crookes.(20) Essa luz gerada é redirecionada à frente do aparelho através do espelho côncavo (14).

Invólucro (21):

Este invólucro herméticamente fechado contém uma placa de Selênio que serve para deteção dos
sinais de luz modulados ou por áudio ou por pulsos telegráficos luminosos. A resistência elétrica
da placa de Selênio varia inversamente com a intensidade de luz que atinge a superfície da placa.
Vide detalhes na parte de recepção dos sinais, já descritos em outra parte de nossos artigos - Transmissor Da Palavra Articulada Via Luz - A Luz que Fala -  O primeiro ítem da entrada dos
vários artigos.
 

Corôa de Fios (16)(18) - Antenas -

 No interior do tubo (C) há uma corôa de fios terminadas em ponta ou antenas (17) e (19), dobradas
radialmente em ângulos retos na direção do eixo do cilindro. Desse modo os sinais gerados para transmissão de telegrafia são irradiados por essa corroa de fios que atuam como antenas, ao mesmo
tempo que na recepção de sinais irradiados são colhidos por elas e transportados até o detetor (coesor)
e reforçador de sinais telegráficos através do circuito elétrico de realimentação. (Reprodução Fonética
dos Sinais Telegráficos).(Este som, segundo o Pe. Landell teria o som de uma flauta, soa como uma
flauta que estivesse transmitindo sinais de código Morse). Vide detalhes de funcionamento do Coesor
de Branly para melhor compreender a deteção dos sinais entrando na página das chamadas para os vários artigos (PASSOS DA CIENCIA ATÉ A CONCEPÇÃO DO RADIO) - e em seguida no
na chamada para o artigo - DETETOR DE BRANLY - APERFEIÇOAMENTOS.

Lâmpada de Arco Voltaico e Refletor Parabólico (8)(9)

Estes componentes são constituidos por um refletor parabólico e por um par de bastões de carvão onde se colocam em suas respectivas extremidades os terminais de uma bateria, cuja ddp é convenientemente dimensionada para que quando aproximadas as pontas em forma de ponta de lápis e iniciadas as descargas estas se mantenham e naturalmente estando a fonte de luz  no foco da parábola, os raios que se refletem na superfície interna desta se redirecionam cada raio paralelamente à linha que une o foco
ao centro da superfície parabólica como mostra a figura. O uso deste componente é feito quando se
faz a transmissão da palavra articulada através da modulação da Luz.(Vide na entrada o primeiro ítem
TRANSMISSOR DA PALAVRA ARTICULADA VIA LUZ - A LUZ QUE FALA.)

Após então a descrição da estrutura desses componentes vejamos como se procede à transmissão de
um sinal utilizando o código Morse. As sucessivas conexões e interrupções da chave (41), cujas
durações de tempo seguem o código - traço e ponto - ( -. ) de modo a compor todos os caracteres
alfanuméricos, são irradiados através das antenas e captados por outro aparelho. Segundo se depreende
da leitura dos documentos do Pe. Landell o segundo circuito oscilador constituído pela bobina de Ruhmkorff (D) de funcionamento contínuo  reforçaria as ondas geradas no primeiro circuito.
 

TRANSMISSÃO TELEGRÁFICA POR PULSOS LUMINOSOS


 
 Repare que este segundo desenho tem uma modificação em relação ao anterior. No circuito oscilador onde
está a bobina de Ruhmkorff (D) foi inserido no lugar da chave (32) a chave de manipulação (M) que permite
produzir de acordo com as sucessivas conexões e interrupções do circuito, PULSOS de LUZ, segundo o Código
Morse ou outro qualquer, que será detetado na outra ponta pela célula de Selênio, ou pela deteção normal
da onda eletromagnetica de comprimento de onda mais longo, não visivel, já que este sinal também é irradiado.
 
 
FIGURA 2

 A figura 2 vem a ser o corte que mostra parte do receptor e do transmissor. A figura 3 abaixo é uma vista, de frente, da parte superior do mesmo. Comporta o aparelho (A) uma estrutura maior (B), uma estrutura menor
(C). A peça 1 do suporte (A) está montada sobre tubos concêntricos (2), dispostos verticalmente, sendo o de fora móvel e comandável por um dispositivo de manivela (4), pinhão (3) e cremalheira, de tal jeito que a estrutura (B)
pode ser levantada ou baixada à vontade. A estrutura (B) consiste em duas caixas, cilíndricas ou cúbicas (5), ajustáveis telescópicamente uma dentro da outra, sobre uma das quais estão montados um telescópio (6), um nível de bolha de ar (6a) e uma bússola (7a) com o fim de orientar a estrutura na direção de uma estação distante.

Dentro, há um espelho parabólico (8) e uma fonte luminosa (9), para ser empregada no Telefone Sem Fio já descrito na página de entrada. Uma grelha (10), feita de metal recoberto de negro-de-fumo, está colocada na extremidade exterior da estrutura, com o intuito de tornar paralelos os raios de luz do espelho (8). A estrutura menor (C), cilíndrica ou cúbica, montada sobre o suporte (11), concentricamente à estrutura maior (B), consiste
numa cobertura intermediária de material isolante (12) na qual está montado um cilindro metálico (13), com uma das extremidades hemisféricas, na qual está disposto um espelho côncavo (14), feito preferencialmente de metal.

No  interior dessa estrutura, há um suporte isolado (15) e sobre ele um feixe de fios (16 e 18), em forma de corôa, tendo uma extremidade contraída para suportar uma célula de selênio (21), e as extremidades da coroa terminadas em pontas ou antenas (17 e 19), dobradas radialmente e em ângulos retos, na direção do eixo do cilindro. Um tubo de Crookes (20) e uma célula de vidro hermeticamente fechada (21), em que foi feito vácuo, não tendo essa peça nenhuma comunicaç@ao pneumática com a outra, estao previstos para ficar parcialmente envolvidos pelos fios ( estes equivalem a caixas de Faraday). A célula de vidro hermeticamente fechada tem a forma hemisférica e é empregada para conter uma placa de selenio, como foi descrito já anteriormente.

A célula de selênio é aqui indicada porque pode ser usada para TELEGRAR-SE COM LUZ intermitente, em conexão com a lâmpada (20) (tubo de Crookes), que exerce ação nas placas de selênio das estações transmissoras e receptora.

O interruptor (38) é aberto para a transmissão mas fechado para a recepção.
O par de esferas polidas (34) e um fio de terra (35) munido de um interruptor (36) para quando se desejar tirar de função, como excitadores, as esferas polidas, e para ligar os fios à terra, como proteção contra relâmpagos ou acidentes. O fio (22) está ligado ao fio (37), que se acha munido de um comutador de terra (38), que deve ser fechado para receber, como foi dito
O interruptor (32)  pode, às vezes, ser substituido em lugar da chave (41) - isto é, quando as conexões
secundárias das bobinas (43) e (31) cooperam para aumentar a diferença de pontencial entre os terminais dos secundários da bobina (31). Então estando (44) fora de ação, a conexão é feita somene com a antena, por meio de (23);(24) liga a (23) e (22) a (25), e à sua outra extremidade (22) liga-se apenas a (37); (37) liga-se a (38), e este a (45), pela terra. Neste caso, o interruptor (36) está ligado a (34), onde se produzem as Descargas Oscilantes.
e as interrupções convencionais são feitas pela chave (32).  Para transmitir por lampejos luminosos, o interruptor
(36)  fica em posição neutra, assim como os terminais (34). Para receber por lampejos luminosos usa-se os mesmos dispositivos já descritos anteriormente.

                                            O Padre  Landell descreve o funcionamento do Transmissor:

Eis como se opera com o meu aparelho, empregando-se ondas curtas refletidas ou ondas luminosas:
O interruptor (36) é ligado ao fio (35), e o interruptor (32) é fechado, como mostra o a fig (primeiro esquema); desse modo, excita-se o tubo de Crookes que entra a emitir raios catódicos. O manipulador (41) está agora disposto da maneira adequada em telegrafia Morse. Em consequência, a bobina de Ruhmkorff (43) faz com que salte a centelha entre as esferas. Estando o fio (45) ligado a terra, as antenas (17) e 19 emitem ondas etéreas, semelhantes as ondas hertzianas. Calcando a chave (41), o operador faz centelhar a bobina de Ruhmkorff  (43) continuamente, interrompendo-se as centelhas todas as vezes que for a dita chave levantada. Os raios catódicos, produzidos pelo tubo de Crookes, sao naturalmente refletidos pelo espelho (14) e seguem a direção geral do eixo da armação. Esses raios catódicos, como as ondas actínicas e etéricas acima descritas, aparentemente se reforçam umas às outras em seus efeitos.e o resultado é que o telégrafo é mais eficiente  quando todas as radiações são empregadas. Os raios catódicos emitidos em oscilação continua, não são controlados diretamente pela chave transmissora; eles apenas facultam a propagação das ondas hertzianas, controláveis pela citada chave. Quando o centelhador (D) está parado, os sinais telegráficos não são tão distintos como quando está em ação.



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